Ano novo, enfim…

January 11th, 2010

Não vou chover no molhado, até porque, de chuva, o novo ano está muito bem servido. Mas constato que alguma coisa está definitivamente diferente. Nos muitos janeiros que tenho passado em Recife, estranho o clima deste, em particular.

Faz algum tempo que estou ausente. Sinto-me falto comigo mesmo. Até ensaiei uma postagem para o ano novo, mas deixei-a como rascunho e, hoje, apaguei-a. Não fazia mais sentido.

Mas a propósito do ano novo, e da década nova, também tenho minha lista de desejos, ou de planos, como queira:

1 – melhorar;

2 – pagar minhas dívidas;

3 – divociar-me;

4 – trabalhar muito para cumprir o item 2;

5 – estudar muito para cumprir os itens 4 e 1; e

6 – encontrar uma mulher a quem eu possa amar como nunca amei nenhuma – e que me ame, também, como nenhuma nunca me amou.

Seis itens, apenas. Não acho que esteja querendo muito…

Feliz ano novo, feliz década nova para todos nós, com muita PAZ!

Cultura pernambucana

December 25th, 2009

A rádio anuncia a virada do ano da cidade do Recife: o mágico Alceu Valença e uma banda baiana vão se apresentar, acho que no Marco Zero (Recife Antigo). Legal – teremos um representante (e dos expoentes) da cultura pernambucana em evidência, no evento. O que acho interessante, porém, é a propaganda, em si, que mantém o som da banda baiana na maior parte de seu tempo, enquanto que o Alceu “Máximo” Valença, que é da terrinha, não passa de uma “lembrança”, e somente quando seu nome é mencionado pela primeira vez. Coisa cretina, a desses promotores de eventos desta terra.

Não tenho (quase) nada contra a música baiana, mas concordo com um baiano que conheci em Manaus, nos idos de 1996: ela é muito boa na Bahia, e eu não estou na Bahia. Quando quiser ouvir essa música, farei uma visitinha a Salvador. Mas estando em Recife, gostaria de ouvir mais daqui.

No que depender dos promotores, a cultura pernambucana continuará em segundo plano. E, de preferência, alguns muitos “metros” atrás da “moda”

Causos do Nmap

December 16th, 2009

Tenho um roteador sem fios Belkin, que distribui a conexão de banda larga de casa para quatro computadores (dois laptops e dois de mesa). Este roteador tem uma página web de administração.

Outro dia, não lembro bem por que, acessei essa página para verificar a distribuição de endereços IP, pelo DHCP do próprio roteador, para os diversos clientes de casa.

Qual não foi meu susto, então, ao descobrir que havia mais uma máquina conectada ao roteador! E o mais assustador: a máquina estranha apresentava o nome de hospedeiro “LINUX7100″!

Nessas horas, a gente pensa logo no pior: atacado por um cracker! Intrusão na rede… roubo de informações… no mínimo, o uso da largura de banda para acesso gratuito e ilegal à Internet, quiçá até mesmo para divulgação/consumo de material de pedofilia. Situação complicada e delicada.

Durante alguns segundos fiquei atônito, sem conseguir entender como alguém teria conseguido quebrar a senha forte que defini para o roteador.

E, aí, lembrei-me da ferramenta fatal: o Nmap!

Usando a interface gráfica Zenmap, disparei o Nmap com um exame intenso contra o endereço do intruso, conforme informado pelo DHCP do roteador. E, então, o susto se desfez em agradável surpresa.

Sem que naquele instante me ocorresse claramente, dias antes eu havia conectado ao roteador a porta ethernet de um conversor de tv digital, para eventuais atualizações do sistema deste aparelho, conforme opção disponibilizada pelo seu fabricante. Era esse conversor, portanto, o suposto invasor! E o Zenmap me forneceu detalhes valiosos do equipamento, que eu nem sequer imaginava: ele roda Linux (kernel 2.6.19) e é bastante seguro contra determinados ataques.

Interessante!

Bendito Nmap!

Email recebido

December 15th, 2009

Não posso me furtar à oportunidade de publicar, aqui, e com imensa satisfação, um email recebido de uma amiga, lembrando alguns fatos do excepcional governo Lula. Embora esse email não esclareça o fato, acredito ter sido publicado em algum jornal, e assim sendo, peço licença ao possível periódico para apresentar esse texto, por importantíssimo que se mostra. Segue:

Pedro R. Lima, professor
UERJ Enonomia

FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG – Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis.

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com Bush – notada até pela imprensa americana – e agora tem a mesma empatia com Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos “States”.

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.

O Livreiro

November 25th, 2009

Enfim, uma comunidade da qual vale a pena participar: O Livreiro.

Não faço ideia de quem está por trás dessa iniciativa, mas que ela é ótima, isso lá é!

Uma comunidade 100% nacional, que não tem o vazio de outras comunidades dedicadas a fofocas e besteiróis sem limites. O Livreiro tem por fundamento a congregação de leitores, para discutirem sobre livros e leituras, sobre autores e com autores.

Recebi o convite para participar dessa comunidade através de email da Livraria Cultura, e faço questão de divulgá-la, aqui.

Se você gosta de ler, participe, também. Acho que só teremos o que ganhar!