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December 14th, 2011Spam e login
September 23rd, 2011Displicentemente, deixei a opção de comentar este blog em aberto para qualquer pessoa, sem necessidade de logar. Em consequência, passei a receber diariamente toneladas de visitas de spammers, sobrecarregando meu espaço no hospedeiro.
Assim, a partir de agora, somente usuários registrados e logados poderão comentar qualquer postagem neste blog. No entanto, garanto a todos os interessados o direito de se registrarem para postarem seus comentários.
Continua a roubalheira
July 9th, 2011Iniciada no famigerado governo fhc, a roubalheira pela redução da quantidade de produto vendido ao consumidor continua.
Fui ao supermercado a fim de comprar alguns itens para minha dieta, e parei em frente a caixas e latas de aveia. Enquanto comparava a relação preço/quantidade (no caso, o peso) entre uma caixinha (250g) e uma lata, reparei que a lata apresentava uma “redução de peso de 10%, de 500g para 450g”. Não sei qual a intenção da Quaker ao fazer tal “redução”. O fato é que o preço não acompanhou a redução; pelo contrário, houve uma ligeira proporção inversa, e ele aumentou.
Infelizmente, a grande falta de cultura do consumidor brasileiro permite que essas palhaçadas continuem sendo feitas – e com a nossa cara!
Inexiste, no Brasil, uma cultura de exame e comparação de rótulos. Grande parte dos desmiolados de classes mais altas acreditam que ser rico é não ter preocupação com preço, e, assim, preferem inclusive os produtos mais caros, sem dar a mínima para o que vai escrito nos rótulos. Por outro lado, os de menor poder aquisitivo, com também menor cultura, procuram apenas pechinchar com base nos preços, sem se dar conta de que, muitas vezes, estão pagando exatamente o mais caro por determinados produtos, graças a esses mascaramentos.
Para que ninguém esqueça — e para que os consumidores mais novos possam saber –, essa onda começou com o mascaramento da redução do comprimento dos rolos de papel higiênico, de 40m para 30m, ou seja, redução de 25% na quantidade do produto, sem o devido acompanhamento na redução do preço, o que implicou num lucro direto de fabricantes e comerciantes de 33%. Isso se deu no maldito governo já mencionado, há cerca de 14 anos. E até hoje compramos papel higiênico de 30m o rolo — e como se não bastasse, já aparecem alguns rolos de 20m!
Mais uma tradução concluída
July 5th, 2011Concluí ontem (domingo, na verdade) mais um trabalho de tradução. O livro Beginning Android Application Development, de Wei-Meng Lee (Wrox), sairá em breve pela Editora Ciência Moderna com o título Introdução ao Desenvolvimento de Aplicativos para o Android.
Junho e suas festas
June 6th, 2011Ao chegar em casa, no começo da tarde de hoje, ouvi trechos de músicas características das festas juninas bem nordestinas: músicas de Luiz Gonzaga, tocadas em sanfona, com acompanhamento de zabumba e triângulo.
Pensei, inicialmente, ter deixado o computador tocando alguma coisa, ou que ele tivesse começado a tocar aleatoriamente, em virtude de algum evento programado. Depois, verifiquei tratar-se de uma escolinha de ensino fundamental que fica exatamente por trás de minha casa, na cidade de Areia-PB.
Daí entendi a coisa: embora eu não tivesse prestado atenção, esses sons já vinham se repetindo desde a última semana – a primeira do mês de junho – e sempre no início das aulas. Em suma, a escola tem recebido seus alunos para as aulas ao som do mais puro Pé-de-Serra, que sempre esteve presente nos embalos juninos de minha terra.
E fiquei feliz de ver que ao menos uns poucos ainda preservam o que é realmente cultura, proporcionando a seus alunos algo desse preciosismo que é a transmissão de tradições e que é uma das principais características da riqueza de um povo.
Hoje, quando se fala em festa junina, em geral resumido sob o título de São João (embora este seja apenas um dos festejados santos católicos do mês, juntamente com Santo Antônio e São Pedro), pensam logo os mais jovens em festas tresloucadas que misturam ritmos como o que chamo de forró cearense — que parece ser um misto de forró com o tal sertanejo mato-grossense — ou uns mistos de forró com pagode ou coisa parecida de origem baiana. No geral, apelidaram esses sons de forró de plástico.
Nada contra quem quer que curta o barato. Só acho que, se a festa se diz junina e o local de comemoração é tipicamente nordestino, e ainda e mais importante, se o grande patrocinador é o poder público, por que não concentrar o esforço e os investimentos em típicas bandas locais, gerando renda localmente, com os inúmeros valores locais, que esperam por oportunidades para exporem seus talentos?
Soube eu que quem abriu a festa de Caruaru (a Capital do Forró, acho que mais por ironia) foi a banda de sei-lá-o-quê baiana Chiclete com Banana. Como assim? Capital do Forró, em época de festas juninas, num suposto São João de 45 dias (pra rivalizar com o de Campina Grande, de 30 dias), quem abre o evento é uma banda baiana que nada tem a ver com forró? Se fosse em Feira de Santana, eu entenderia e aceitaria placidamente; mas em Caruaru? E ao lado do Museu do Forró! Fosse eu católico, e diria que o esqueleto do Rei do Baião teria se contorcido todo no túmulo – mas não de alegria!
Parece que os organizadores desses festivais nordestinos – principalmente Campina Grande e Caruaru – rezam definitivamente pela cartilha do velho ditado: “Santo de casa não faz milagre”, e seguem promovendo eventos e mais eventos em que a participação cultural escasseia cada vez mais. No mais das vezes, é preciso que alguém de outras regiões de nosso país, ou mesmo do exterior, descubra esses talentos para que eles possam ser considerados como existentes, aqui.
Resta esperar, porque o que vejo é a configuração de um momento de transição de culturas. Os tempos de Gonzagão, de Dominguinhos, do Trio Nordestino, dos Três do Nordeste e de tantos outros expoentes da cultura nordestina com Sanfona, Zabumba e Triângulo, já se foram. Mas o tempo atual, este desta aparente transição, ainda não se definiu, e uma definição parece ainda estar bem longe, haja vista que o que tanto valor recebe hoje, provavelmente nenhum valor terá mais no próximo São João – seja o de Campina Grande, seja o de Caruaru, seja o de quem mais festeje junho no meu cada vez menos rico Nordeste.