Coisa interessante é a nossa capacidade de adaptação. Tempos atrás, em virtude de uma suspeita de diabete, fiz algumas alterações na minha dieta, incluindo a substituição do arroz parboilizado (e, portanto, polido) pelo arroz integral.
De começo, achei estranho. Não digo que achei ruim, porque gosto muito do exótico, e o arroz integral me pareceu um alimento bem exótico: sabor e textura realmente diferentes.
O tempo passou, e lá se vão mais de dois anos desta mudança na alimentação. O que me chamou a atenção para isto foi que, há uns dois ou três dias, tendo acabado o estoque do integral na despensa, tive de almoçar um prato do arroz comum, parboilizado. Pra minha enorme surpresa, achei aquilo uma coisa completamente desprovida de sabor e consistência. A impressão que tive foi a de estar comendo pedacinhos de talo de verdura, como coentro ou coisa parecida. E não consegui sequer comer lentamente, como é de minha preferência.
Resultado: não tardei em correr ao supermercado para reabastecer a despensa.
Coisa não relacionada à alimentação, mas similar em termos de comportamento, se deu com o uso de computadores. Sou desenvolvedor de software há pouco mais de 25 anos. E, na primeira parte desse tempo, usei, como a maioria dos desenvolvedores por aí afora, aquele sistema operacional reconhecidamente inferior, por mais que se tente tapar o sol com a peneira. Lembro bem das inúmeras vezes que me deparei com um problema absolutamente sem solução, pois que nem os livros do próprio fabricante daquele sistema tinham qualquer resposta; às vezes, sequer mencionavam o problema.
Felizmente, há 12 anos conheci o Linux, ou GNU/Linux, melhor dizendo. E minha experiência de vida (com a informática) mudou radicalmente – da frustração e decepção sem fim para a plena realização num mundo de absoluta liberdade e factibilidade.
Viva o arroz integral e a alimentação saudável!
Viva o GNU/Linux!
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