Archive for the ‘FLOSS’ Category

Navegadores para web

Monday, April 26th, 2010

Atualmente, há uma boa variedade de navegadores para a web, oferecidos dentro de licenças em acordo com a liberdade de escolha (Software Livre e de Código Aberto) e com os padrões estabelecidos na própria web.

Em meu trabalho diário, costumava usar dois deles: o Mozilla Firefox, que continuo a usar, em virtude de sua conhecida segurança e estabilidade, e o Opera, por sua versatilidade e características inovadoras únicas.

Às vezes, a título de curiosidade ou de teste de alguma funcionalidade de um site ou aplicação web que esteja desenvolvendo, utilizo também o Konqueror e o Epiphany, mas não para navegação pesada.

Recentemente, já tendo muito ouvido falar do Google Chrome, resolvi instalá-lo e testá-lo. Fiquei surpreso!

Este revelou ser, também, um excelente navegador, reunindo características de qualidade, velocidade de exibição de páginas, versatilidade de configuração, simplicidade de uso, interface extremamente atraente, e leveza!

Tenho-o utilizado, agora, com grande constância – inclusive para atualizar este blog, como o faço neste exato instante.

Causos do Nmap

Wednesday, December 16th, 2009

Tenho um roteador sem fios Belkin, que distribui a conexão de banda larga de casa para quatro computadores (dois laptops e dois de mesa). Este roteador tem uma página web de administração.

Outro dia, não lembro bem por que, acessei essa página para verificar a distribuição de endereços IP, pelo DHCP do próprio roteador, para os diversos clientes de casa.

Qual não foi meu susto, então, ao descobrir que havia mais uma máquina conectada ao roteador! E o mais assustador: a máquina estranha apresentava o nome de hospedeiro “LINUX7100″!

Nessas horas, a gente pensa logo no pior: atacado por um cracker! Intrusão na rede… roubo de informações… no mínimo, o uso da largura de banda para acesso gratuito e ilegal à Internet, quiçá até mesmo para divulgação/consumo de material de pedofilia. Situação complicada e delicada.

Durante alguns segundos fiquei atônito, sem conseguir entender como alguém teria conseguido quebrar a senha forte que defini para o roteador.

E, aí, lembrei-me da ferramenta fatal: o Nmap!

Usando a interface gráfica Zenmap, disparei o Nmap com um exame intenso contra o endereço do intruso, conforme informado pelo DHCP do roteador. E, então, o susto se desfez em agradável surpresa.

Sem que naquele instante me ocorresse claramente, dias antes eu havia conectado ao roteador a porta ethernet de um conversor de tv digital, para eventuais atualizações do sistema deste aparelho, conforme opção disponibilizada pelo seu fabricante. Era esse conversor, portanto, o suposto invasor! E o Zenmap me forneceu detalhes valiosos do equipamento, que eu nem sequer imaginava: ele roda Linux (kernel 2.6.19) e é bastante seguro contra determinados ataques.

Interessante!

Bendito Nmap!

Hábitos

Monday, August 31st, 2009

Coisa interessante é a nossa capacidade de adaptação. Tempos atrás, em virtude de uma suspeita de diabete, fiz algumas alterações na minha dieta, incluindo a substituição do arroz parboilizado (e, portanto, polido) pelo arroz integral.

De começo, achei estranho. Não digo que achei ruim, porque gosto muito do exótico, e o arroz integral me pareceu um alimento bem exótico: sabor e textura realmente diferentes.

O tempo passou, e lá se vão mais de dois anos desta mudança na alimentação. O que me chamou a atenção para isto foi que, há uns dois ou três dias, tendo acabado o estoque do integral na despensa, tive de almoçar um prato do arroz comum, parboilizado. Pra minha enorme surpresa, achei aquilo uma coisa completamente desprovida de sabor e consistência. A impressão que tive foi a de estar comendo pedacinhos de talo de verdura, como coentro ou coisa parecida. E não consegui sequer comer lentamente, como é de minha preferência.

Resultado: não tardei em correr ao supermercado para reabastecer a despensa.

Coisa não relacionada à alimentação, mas similar em termos de comportamento, se deu com o uso de computadores. Sou desenvolvedor de software há pouco mais de 25 anos. E, na primeira parte desse tempo, usei, como a maioria dos desenvolvedores por aí afora, aquele sistema operacional reconhecidamente inferior, por mais que se tente tapar o sol com a peneira. Lembro bem das inúmeras vezes que me deparei com um problema absolutamente sem solução, pois que nem os livros do próprio fabricante daquele sistema tinham qualquer resposta; às vezes, sequer mencionavam o problema.

Felizmente, há 12 anos conheci o Linux, ou GNU/Linux, melhor dizendo. E minha experiência de vida (com a informática) mudou radicalmente – da frustração e decepção sem fim para a plena realização num mundo de absoluta liberdade e factibilidade.

Viva o arroz integral e a alimentação saudável!

Viva o GNU/Linux!

Novidades sobre o livro do Nmap

Saturday, August 15th, 2009

Salve, galera ligada a segurança de redes!

Finalmente recebi a capa do livro do Nmap, que disponibilizo aqui para deleite de todos, e para aumentar as esperanças! A informação que recebi da editora é de que o livro já está na gráfica, embora sem data prevista para chegar às livrarias. Vamos continuar torcendo!

Capa da edição brasileira do livro do Nmap

Capa da edição brasileira do livro «Nmap Network Scanning», de Gordon "Fyodor" Lyon, pela Editora Ciência Moderna

Faça-se contar!

Tuesday, July 7th, 2009

Uma andorinha só não faz verão. Mas basta que duas se unam, por qualquer motivo (simpatia de gostos, de interesses, de entendimentos), pra que o sol mostre algo de sua majestade e pujança – ao menos pra quem estiver atento ao evento. Daí pra outras andorinhas mais se agregarem, é só uma questão de tempo e, às vezes, de divulgação.

Em 1991, um estudante finlandês de Ciência da Computação noticiou, num BBS, que estava trabalhando na criação de um núcleo de sistema operacional (mais conhecido como kernel) à semelhança do Unix, que rodasse em computadores tipo PC e que fosse gratuito, já que a própria versão do Unix para esses computadores era muitíssimo cara.

O nome daquele estudante era Linus Torvalds. Foi a primeira andorinha.

Não demorou para que centenas de interessados, das mais diversas partes do mundo, se manifestassem espontaneamente, aderindo à ideia e passando a colaborar das mais diversas formas. Eram as outras andorinhas que se juntavam. Então o sol se levantou, e começou a dissipar as muitas trevas que até então ensombreciam o mundo da Tecnologia da Informação, emanadas de Redmond, EUA.

Era o nascimento do Linux, o núcleo que se agregou ao sistema operacional GNU, desenvolvido anos antes por Richard Stallman.

Dois anos depois disso, em 93, um camarada chamado Harald Alvestrand resolveu contar os usuários do GNU/Linux – uma brincadeira que resultou no projeto chamado The Linux Counter Project.

Esta iniciativa se revestiu de um caráter de fundamental importância, a despeito da motivação lúdica inicial, porque tal contagem permite que saibamos que não estamos sós. Além disso, o projeto permite que os usuários se relacionem entre si, através da indicação de sua localização geográfica e, às vezes, do fornecimento de seus endereços de email.

Infelizmente, porém, a maioria dos usuários nem sequer sabe da existência deste contador, ou, se sabe, não faz caso de se deixar participar da contagem, ignorando seus muitos efeitos positivos.

Anualmente, o Linux Counter manda um email para o usuário registrado, a fim de lembrá-lo de seu registro e da necessidade de atualizá-lo, visitando o site do projeto. Hoje recebi o meu lembrete. Aproveitei e cadastrei meu laptop (sim! eles contam, também, as máquinas que estão rodando Linux!). Aproveitei, também, para checar a quantas andam as estatísticas de usuários registrados e, pra minha enorme surpresa, vi que o nosso Brasil se encontra em segundo lugar no número de usuários registrados! Só estamos atrás dos Estados Unidos! Isto mostra que há um interesse sério de nossa gente pelo sistema operacional do futuro!

Fazer-se contar, além de permitir que você se faça visível para a comunidade e para o mundo de TI, e de melhorar a precisão das estatísticas, ajuda a aumentar a força da comunidade.

Fica aqui minha recomendação a todo usuário do GNU/Linux, independente de distribuição ou de tempo de uso: visite o site do projeto e cadastre-se, a fim de se fazer contar, também. O serviço é gratuito e sem fins lucrativos. Participe! Faça-se contar!