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Continua a roubalheira

Saturday, July 9th, 2011

Iniciada no famigerado governo fhc, a roubalheira pela redução da quantidade de produto vendido ao consumidor continua.

Fui ao supermercado a fim de comprar alguns itens para minha dieta, e parei em frente a caixas e latas de aveia. Enquanto comparava a relação preço/quantidade (no caso, o peso) entre uma caixinha (250g) e uma lata, reparei que a lata apresentava uma “redução de peso de 10%, de 500g para 450g”. Não sei qual a intenção da Quaker ao fazer tal “redução”. O fato é que o preço não acompanhou a redução; pelo contrário, houve uma ligeira proporção inversa, e ele aumentou.

Infelizmente, a grande falta de cultura do consumidor brasileiro permite que essas palhaçadas continuem sendo feitas – e com a nossa cara!

Inexiste, no Brasil, uma cultura de exame e comparação de rótulos. Grande parte dos desmiolados de classes mais altas acreditam que ser rico é não ter preocupação com preço, e, assim, preferem inclusive os produtos mais caros, sem dar a mínima para o que vai escrito nos rótulos. Por outro lado, os de menor poder aquisitivo, com também menor cultura, procuram apenas pechinchar com base nos preços, sem se dar conta de que, muitas vezes, estão pagando exatamente o mais caro por determinados produtos, graças a esses mascaramentos.

Para que ninguém esqueça — e para que os consumidores mais novos possam saber –, essa onda começou com o mascaramento da redução do comprimento dos rolos de papel higiênico, de 40m para 30m, ou seja, redução de 25% na quantidade do produto, sem o devido acompanhamento na redução do preço, o que implicou num lucro direto de fabricantes e comerciantes de 33%. Isso se deu no maldito governo já mencionado, há cerca de 14 anos. E até hoje compramos papel higiênico de 30m o rolo — e como se não bastasse, já aparecem alguns rolos de 20m!

Comércio

Friday, April 23rd, 2010

Uma coisa que tenho reparado, quando saio às compras, é o enorme despreparo dos vendedores para a exposição dos produtos mais modernosos, principalmente eletrônicos, como notebooks e computadores, gps, celulares e tvs. Mas o problema se estende, também, até a produtos mais comuns, como geladeiras, fornos de micro-ondas e fogões.

Lembro que, outro dia, perguntei a um vendedor a diferença entre um tv lcd e um tv led. Ele visivelmente enrolou, enrolou e enrolou na resposta, e não explicou patavinas.

O mesmo já se deu com minhas tentativas de aquisição de um celular, e o vendedor não saber me explicar, com precisão mínima, a diferença entre dois aparelhos.

Mas a coisa se complica muito quando estamos diante de uma compra pela Internet. É irritante comprar pela Internet, no comércio brasileiro. Embora alguns sites tenham se empenhado em oferecer uma quantidade razoável de fotos do objeto exposto, o detalhamento de informações é ainda extremamente escasso.

Recebo um email de promoções do site da Saraiva. Um item que me chama a atenção é determinado celular. Clico nele e acesso o site para ver detalhes que, mais uma vez, me decepcionam pela superficialidade.

Pergunto-me: quando é que o comércio brasileiro vai despertar de vez pra esse imenso filão, que é a Internet, e vai passar a oferecer informações realmente úteis para quem quer comparar e comprar?