Archive for the ‘Política’ Category

Eleições 2010

Tuesday, August 17th, 2010

Avança o processo eleitoral deste 2010, e eu fico do meu canto olhando pras loucuras, desatinos, insensatezes e que tais que caracterizam este processo nas chamadas democracias – seja aqui, seja nos EUA, ou onde mais for.

Mas penso que nosso país, com a atual iniciativa do TSE (ou de quem quer que esta tenha partido) de promover um excelente lote de propagandas educativas com caráter ao mesmo tempo bem-humorado e contundente, está, definitivamente, dando um passo em direção à elevação do nível de nosso futuro político.

Digo futuro, porque, no meu ver, quase certamente tais propagandas não causarão, para já, nítido impacto na corrompidíssima mente de boa parte dos eleitores atuais.

A exemplo disso, cito aqui um caso que não creio ser, em hipótese alguma, singular, mas que é de meu pleno conhecimento:

Um cidadão de minha cidade compra uma casinha com sítio, num assentamento, e tem à sua frente uma rua de chão batido que enlameia horrivelmente em dias de chuva, e faz levantar poeira sem fim em dias de sol – todo o assentamento encontra-se assim. O prefeito mais recentemente eleito – de partido de oposição ao do referido cidadão – faz a urbanização do assentamento, com saneamento e calçamento de ruas, beneficiando não só o tal cidadão, como toda aquela comunidade. O dito cidadão, por ocasião do presente processo eleitoral, mantém-se acabrestado ao agora oposicionista – conhecido fanfarrão e comprador de votos -, em virtude do fato de este lhe conceder, quando na situação, favores especiais (emprego ou coisa que o valha).

Fico vendo e revendo, com prazer, a irônica propaganda em que um apresentador de programa de auditório pergunta a um tolo participante trancado numa cabine à prova de som, se este deseja trocar uma escola pública para seus filhos por um punhado de tijolos; quando a luz à frente do participante acende, indicando-lhe que deve responder “sim” ou “não”, ele expressa um vibrante “sim!”, e é vaiado pelo auditório e lamentado pelo apresentador. É a cara do cidadão meu conhecido – e, com certeza, de muitos outros cidadãos Brasil a fora.

Nota: cidadão está propositalmente grafado em itálico, aqui, para questionar, também, se tais comportamentos seriam dignos do título de cidadania. Eu, por mim, duvido muito!

Email recebido

Tuesday, December 15th, 2009

Não posso me furtar à oportunidade de publicar, aqui, e com imensa satisfação, um email recebido de uma amiga, lembrando alguns fatos do excepcional governo Lula. Embora esse email não esclareça o fato, acredito ter sido publicado em algum jornal, e assim sendo, peço licença ao possível periódico para apresentar esse texto, por importantíssimo que se mostra. Segue:

Pedro R. Lima, professor
UERJ Enonomia

FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG – Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis.

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com Bush – notada até pela imprensa americana – e agora tem a mesma empatia com Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos “States”.

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.