Frederick Noronha

FN barbado em 2009
Conheci Frederick Noronha através de suas postagens na lista linux-announce, onde ele fazia uma parte de seu trabalho, divulgando notícias do movimento Gnu/Linux e FLOSS na Índia.

Fato interessante é ter nascido no Brasil (em Santos, São Paulo) e morado até seus dois anos de idade em Cubatão. Apesar disso, e de viver em Goa, uma ex-colônia portuguesa na Índia, ele afirma não saber português, mesmo já tendo tentado por duas ou três vezes aprender, por conta própria, o nosso idioma. Ainda assim, bem-humorado, arrisca algumas frases, nos emails: «Eu so (sic) Paulista»

Considera-se goano, afinal é em Goa, terra de sua ascendência familiar, que ele vive desde por volta dos três anos de idade, quando seus pais voltaram para lá, depois de passarem cerca de uma década no Brasil, aonde vieram a trabalho. Seu pai trabalhava na empresa que construiu a Cosipa.

É jornalista desde 1983, tendo passado a trabalhar como freelance em 1995, mas sempre profissionalmente e em tempo integral; é também escritor e editor. Ocasionalmente, realiza trabalhos de consultoria.

Sua formação inclui o grau de bacharel em comércio e economia, e um mestrado em literatura inglesa, ambos na Universidade de Bombaim, uma graduação em jornalismo (IIJ-Berlim Ocidental) e alguns treinamentos em fotografia e jornalismo ambiental.

Está envolvido com o Gnu/Linux desde 1999; não como técnico, que não é, mas como «um jornalista comprometido com a ideia de compartilhamento de informação e conhecimento, conforme convém à profissão».

É um dos fundadores do Grupo de Usuários Linux da Índia em Goa. É também co-fundador da BytesForAll (que também tem um grupo de notícias).

Na entrevista que me concedeu, através de email, ele transparece bom-humor e simpatia (quando comentei sobre sua aparência de austeridade, na foto que me forneceu, ele deu uma risada e disse que eu não me deixasse levar pelas aparências; que gostava de mudar de visual de tempos em tempos), revelando-se, também, um sério ativista engajado na busca de soluções apropriadas para os problemas políticos e culturais que podem ser resolvidos através da adoção do FLOSS por governos e instituições públicas e privadas de países como os nossos. Clique aqui e confira.

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