Li, recentemente, e por recomendação de uma amiga, o denso Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marques.
Disse que li por recomendação de uma amiga, mas não necessariamente por isso. O livro já estava em minha estante havia uns 6 meses, aguardando sua vez na minha fila de leituras. A recomendação de minha amiga apenas o fez passar à frente de outros, na minha programação.
Confesso que não gostei. Enquanto lia, tive a impressão de que cem anos estavam se passando e a estória não chegava nunca mais ao fim!
Não sou crítico literário, nem pretendo que ninguém tome esta postagem por crítica. Estou apenas tecendo um breve comentário, meio que um desabafo por ter-me obrigado a ler esse livro. Nada contra o Gabriel (li e gostei muito de O General em seu Labirinto), mas prefiro, de muito, muito longe, o nosso brasileiríssimo baianíssimo Jorge Amado.
Tive a grande alegria de ler, anos atrás, então por sugestão de um primo (ambos éramos adolescentes, por essa época), o fabuloso Terras do Sem-Fim. Em seguida, saí lendo os não menos excelentes São Jorge dos Ilhéus, que é continuação daquele, Tocaia Grande, Capitães da Areia, Seara Vermelha e outros mais. Enriqueci-me de cultura brasileira, diverti-me, emocionei-me e jamais esqueci ou esquecerei tais leituras.
Isso eu digo porque procurei, bati, virei e mexi e não encontrei nada de agradável, de útil, de prazeroso, de emocionante (perdão, Camila) no Cem Anos.
Não sei que estranhos caminhos percorrem os jurados da Academia de Oslo, na hora de indicarem candidatos e escolherem dentre eles um vencedor, mas parecem pairar nuvens escuras e densos nevoeiros sob os céus da Noruega, nesses dias.
Cá comigo, depois desse segundo livro do Gabriel, não tenho mais a menor dúvida sobre minha indicação e escolha: o vencedor é o Amado!
Que diria disso o Alfred?…