Às vezes penso que estou só, no mundo. Ou, melhor: às vezes vejo-me só, no mundo.
Meus pontos de vista são tão diversos dos da maioria das pessoas com quem convivo, que me salta aos olhos este isolamento. E porque esses pontos de vista são resultantes de sérias ilações, e não de presunções preconceituosas ou de tomadas de posição aleatórias – uni, duni, tê… -, não me sinto bastante à vontade para ignorá-los.
Sinto-me só entre desconhecidos; sinto-me só entre conhecidos; sinto-me só entre amigos…
Às vezes, mesmo em família, sinto-me só.
Não fosse a fé…